Artigos produzidos no âmbito das unidades curriculares do Mestrado em Pedagogia do Elearning (5ºedição) da Universidade Aberta de Portugal por Rita Albuquerque.
http://www.sophia.org/collections/artigos-mpel5
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Mobile Learning
Trabalho realizado por Débora Cunha e Rita Albuquerque para a unidade curricular Materiais e Recursos para elearning.
REA - Mobile Learning on Prezi
REA - Mobile Learning on Prezi
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Cada caso é um caso - Das cartas de São Paulo ao eLearning
A tecnologia dá o tom e cria a música, enquanto a pedagogia define os movimentos - Anderson & Dron (2011)
Tudo depende do perfil do aluno, da habilidade do professor e da tecnologia disponível.
Apesar de muitos acharem que a Educação a Distância (EAD) é uma “nova” forma de ensino-aprendizagem, estudos apontam que a EAD começou com as cartas enviadas por São Paulo aos cristão dispersos pela Grécia no século II a.C. perpetuando, assim, os ensinamentos que se constituem como a base do cristianismo.
Muita coisa mudou de lá para cá, ainda bem.... porém alguns conceitos e características permanecem. A EAD é caracterizada, principalmente, como uma forma de ensino-aprendizagem na qual o professor e aluno não dividem o mesmo espaço físico e temporal. Leia o conceito de Educação a Distância segundo Moran (2002): "educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.”
Independente do meio que é utilizado para chegar até o aluno, se correspondência ou recursos online, o objetivo da educação, seja presencial ou a distância, é a transformação do aluno , o desenvolvimento de de suas potencialidades e, como consequencia, a evolução da sociedade. Quando falamos em educação não tem como deixar as teorias que nos auxiliam na compreensão do processo de aprendizagem.
Como estamos falando de educação a distância, vou considerar a análise de Anderson e Terry (2011) sobre as três gerações da pedagogia de educação a distância, que relaciona as teorias de aprendizagem com as tecnologias, para nortear o presente post.
Nota-se que a pedagogia de educação a distância acompanhou as tecnologias com base no envio. A primeira geração de EAD foi por correspondência, a segunda definida pelos meios de comunicação em massa (como rádio e televisão) e a terceira, já considera as tecnologias interativas (áudio, texto, vídeo, web , etc.).
Vale destacar que nenhum pedagogia substitui a outra, muito pelo contrário, as gerações abrem um repertório de opções tanto para os profisionais de EAD como para os alunos que optam por este modelo de estudo.
Primeira geração EAD – Cognitivismo e behaviorista
A pedagogia cognitiva inclui as teorias que encaram a aprendizagem como um processo de construção de conhecimento pelos processos mentais utilizados para essa construção, tais como, o armazenamento, a compreensão e a transformação. A pedagogia tem como preocupação principal o desenvolvimento de meios para inserir o conhecimento, que é construído individualmente pela adaptação e organização, na memória do sujeito e, assim, garantir a aprendizagem. Seus principais representantes são: Jerome Bruner (1915-), Jean Piaget (1896-1980), David Ausubel (1918-2008).
Já o behaviorismo inclui as teorias que consideram a aprendizagem como o resultado de uma relação funcional entre ambiente e comportamento, na qual o sujeito é passivo neste processo e que deverá apresentar as respostas corretas, sem levar em consideração o que ocorre em sua mente durante o processo de aprendizagem, ou seja, é um mero reprodutor de tarefas e informação. A aprendizagem é uma mudança de comportamento observável. Seus principais representantes são: Ivan Pavlov (1849-1936), John Watson (1878-1958), Edward Thorndike (1874-1949), Burrhus Frederic Skinner (1904-1990).
Os modelos de educação a distância desenvolvidos com base no cognitivismo e no behaviorismo encaravam a aprendizagem como um processo individual, somadas às limitações tecnológicas de comunicação, levaram ao desenvolvimento de projetos educacionais em que o isolamento e a ausência da presença social prevaleciam como, por exemplo, os programas de instrução assistida por computador e programas estruturados com objetivos claramente definidos com posterior confirmação dos novos conhecimentos.
Apesar de maior liberdade do aluno no processo de ensino-aprendizagem, a “industrialização”do ensino (com esses modelos era possível atingir um número muito maior de alunos com custos mais baixos do que a educação presencial) e o estilo de escrita dialógica para garantir a “presença”do professor ao longo do processo de ensino-aprendizagem, muitos pesquisadores criticavam o empobrecimento do processo de aprendizagem a partir do momento que não proporcionam o aprender a ser e focam no aprender a fazer.
Segunda geração EAD - Construtivismo social
A pedagogia do construtivismo social englobam as teorias que definem a aprendizagem como um processo de incorporação de novos conhecimentos a experiência do indivíduo, processo que ocorre principalmente pela mediação. A cultura faz parte do processo de aprendizagem e o sujeito participa ativamente desse processo. Seus principais representantes são: Lev Semenovitch Vygotsky (1896-1934) e Paulo Freire (1921-1997).
A pedagogia sócio-construtivista, talvez não concidentemente, desenvolve-se em conjunto com as tecnologias de comunicação bidirecional. Michael Moore desenvolveu a Teoria da Distância Transacional na qual observou a capacidade de interação flexível, “a função transacional é determinada pela medida em que docentes e discentes podem interagir (dialogue) simultaneamente, porém ela é influenciada pela medida em que o caminho a ser seguido no estudo está prefixado (structure) por meio de programas de ensino preparados” (Peters, 2001).
Na verdade, a pedagogia sócio-construtivista só começa a ganhar força quando as tecnologias de comunicação de muitos para muitos tornou-se possível como, por exemplo, e-mail, lista de discussão e fórum. Segundo os autores Anderson e Terry (2011), a possibilidade de interação entre aluno-aluno e aluno-professor construíram uma nova era “pós industrial”da educação a distância que proporciona a interacão síncrona e assíncrona ao longo do processo de aprendizagem, sendo que a interação de qualidade é considerada como um componente crítico. Outro desafio é a avaliação que deve ser realizada na construção do conhecimento e não como resultado de de um comportamento observável, como no modelo behaviorista.
Terceira geração EAD - Conectivismo
O Conectivismo é uma proposta teórica para entender a aprendizagem na era digital. De acordo com Stephen Downes (2007), no conectivismo, a ideia é que o conhecimento está distribuído por uma rede de conexões e a aprendizagem consiste na capacidade que cada um tem em circular por essas redes. Nas palavras de Siemens (2004), o Conectivismo é: “a integração de princípios explorados pelo caos, rede, e teorias da complexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em mudança – não inteiramente sob o controle das pessoas. A aprendizagem (definida como conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos (dentro de uma organização ou base de dados), é focada em conectar conjuntos de informações especializados, e as conexões que nos capacitam a aprender mais são mais importantes que nosso estado atual de conhecimento” (Siemens, 2004).
Parece que o aluno não quer mais como entrega o conhecimento sistematizado e estruturado, ele quer fazer parte do processo de construção. Ele não quer somente ler uma carta, ele quer escrever as cartas que serão distribuídas pelo mundo através da rede. As facilidades da Web 2.0 possibilitam a participação mais ativa não só no próprio aprendizado mas também na construção de uma sociedade.
Nota-se que o significado da aprendizagem continua o mesmo, adquirir conhecimento e desenvolver habilidades, porém o processo de produção e aquisição sofreu mudanças com o avanço das tecnologias de informação e comunicação.
A aprendizagem não pode ser mais considerada como uma experiência que ocorre em ambientes controlados, é preciso entendê-la em uma sociedade em rede. A aprendizagem não é uma experiência isolada, como a leitura de uma carta, e sim uma oportunidade de troca, compartilhamento e produção conjunta com várias pessoas do mundo que convergem o seu interesse para um ponto comum. Esse contexto cujo modelo educacional não presencial suportado por tecnologia de comunicação e informação que podemos entender como eLearning.
Neste contexto que surgem novas propostas para entender a aprendizagem, como o Conectivismo, teoria que considera o conhecimento como algo distribuído por uma rede de conexões na qual a aprendizagem é entendida como a capacidade das pessoas em circular por essas redes.
Se por um lado, os novos arranjos da sociedade em rede obrigam pesquisadores e estudiosos a buscarem novas teorias para entender a aprendizagem, esta mesma sociedade exige cada vez mais dos alunos o desenvolvimento de habilidades condizentes com as transformações tecnológicas. Além de habilidades tecnológicas para lidar com todo esse aparato, observa-se que o aluno precisa assumir uma postura mais ativa diante do seu aprendizado, desenvolvendo uma cultura de aprendizagem permanente, além de uma maior disciplina e auto-organização.
Vale salientar que o eLearning (modelo educacional suportado pelas tecnologias de comunicação e informação) não pode ser considerado para a realidade de todos os países. De acordo com estudos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estaística), divulgado no site Paises@, o número de usuário com acesso a internet é bem diferente entre os países do mundo. Dependendo da localização, é melhor adotar o modelo “Cartas de São Paulo” (primeira geração EAD), como é o caso dos países da África cujo a quantidade de usuários com acesso a Internet é menor que 30 para cada 100 habitante, do que o eLearning (terceira geração EAD).
Como bem lembrou Anderson (2011), a alta qualidade de educação a distância explora as teorias de aprendizagem de acordo com o conteúdo de aprendizagem, contexto,tecnologias e as expectativas de aprendizagem, ou seja, cada caso é um caso, sendo que as gerações de EAD apresentam suas vantagens e desvantagens para cada tipo de público-alvo.
Referências bibliográficas
Anderson, Terry & Dron, Jon (2011). Three generations of distance education pedagogy. IRRODL. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/890. Acessado em 10/10/2011.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Países@. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php. Acessado em 11/10/2011.
Moran, J (2002). O que é educação a distância. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm. Acessado em 16/10/2011.
LIMA, A. Tecnologia: Conceitos fundamentais e teorias. In: Fundamentos e práticas na EAD. Secretaria de Educação a Distância – SEDIS. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Material em meio digital. S/D. Disponível em: http://ead.ifrj.edu.br/moodle_np/file.php/1/Curso_Tecnico_em_Servicos_Publicos/1o_Trimestre/Edcuacao_A_Distancia/educacao_a_distancia_03.pdf. Acessado em: 15/10/2011.
PETERS, Otto (2001), Didática do ensino a distância: Experiências e estágio da discussão numa visão internacional, Tradução Ilson Kayser, São Leopoldo, RS, Editora Unisinos.
Siemens, George (12-12-2004). Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. elearnspace. Disponível em: http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm. Acessado em 14/10/2011.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Twitter e eu - parte II
Só consegui acompanhar o Twitter no final do dia, com a diferença de 5 horas entre Brasil e Portugal, dá para imaginar a quantidade de mensagens que tinha para ler...ainda bem que o espaço é limitado em 140 caracteres.
Deparei-me com mais alguns nomes esquisitos: HootSuite e TweetDeck. Pensei com os meus botões: não vou dar conta, acho melhor desistir....Ainda tem #ppel5 para acompanhar. Trabalhando mais de 8 horas por dia e com compromissos pessoais, já estava quase convencida que 24 horas, de longe, não seriam suficiente. Isso sem contabilizar o tempo para leitura :0
Antes de desistir de tudo e apagar todos os perfis criados nas inúmeras redes sociais, resolvi respirar fundo e ler, pelo menos, um dos milhões de links publicados. Escolhi HootSuite or TweetDeck: Which Twitter Client is Right For You?
. Acho que a escolha foi boa. Criei a conta em um, instalei o outro e....Tudo organizado diante de mim, até o Facebook consegui entender melhor!!! Será que dá para inlcuir os fóruns do Mpel? Seria ótimo...
Ainda bem que existem pessoas criativas e inovadoras que nos ajudam a organizar as milhões de informações que nos bombardeiam a todo momento. Deus os abençoe.
Por falar em pessoas inovadores, não posso deixar de prestar minha singela homenagem ao Steve Jobs, além de admirar todo o seu legado tecnológico, admiro a sua capacidade de transmitir às pessoas ensinamentos que valem a pena lembrar no nosso dia a dia. Que descanse em paz...
Deparei-me com mais alguns nomes esquisitos: HootSuite e TweetDeck. Pensei com os meus botões: não vou dar conta, acho melhor desistir....Ainda tem #ppel5 para acompanhar. Trabalhando mais de 8 horas por dia e com compromissos pessoais, já estava quase convencida que 24 horas, de longe, não seriam suficiente. Isso sem contabilizar o tempo para leitura :0
Antes de desistir de tudo e apagar todos os perfis criados nas inúmeras redes sociais, resolvi respirar fundo e ler, pelo menos, um dos milhões de links publicados. Escolhi HootSuite or TweetDeck: Which Twitter Client is Right For You?
. Acho que a escolha foi boa. Criei a conta em um, instalei o outro e....Tudo organizado diante de mim, até o Facebook consegui entender melhor!!! Será que dá para inlcuir os fóruns do Mpel? Seria ótimo...
Ainda bem que existem pessoas criativas e inovadoras que nos ajudam a organizar as milhões de informações que nos bombardeiam a todo momento. Deus os abençoe.
Por falar em pessoas inovadores, não posso deixar de prestar minha singela homenagem ao Steve Jobs, além de admirar todo o seu legado tecnológico, admiro a sua capacidade de transmitir às pessoas ensinamentos que valem a pena lembrar no nosso dia a dia. Que descanse em paz...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Twitter e eu....
Para cumprir a exigência da UC Ambiente Virtual de Aprendizagem, do Mestrado em Pedagogia do eLearning, "resgatei" a minha conta do Twitter, mantida até então para seguir assuntos do meu interesse, porém sem muito empenho da minha parte.
Faz parte do desafio desta UC o registro das reflexões semanais sobre o percurso efetuado que, no final do período de utilização (previsto para 4 semanas), será de grande valia para a reflexão final sobre a utilização da ferramenta que, obrigatoriamente, deverá explicitar os seguintes pontos:
- Opinião pessoal sobre a ferramenta;
- Potencial da ferramenta no seu contexto profissional;
- Comparação com outras ferramentas similares.
A minha primeira impressão é que acabamos perdendo algum tempo para entender como funciona a ferramenta. Apesar de já ter uma conta, não posso dizer que sou usuário. Esse negócio de @avampel5 e #avampel5 ainda não ficou muito claro para mim. Vou tentar acompanhar as atividades da UC pelo meu celular...
Confesso que ainda tenho algumas dificuldades para navegar pelo Twitter.
Vamos que vamos, estou animada
Faz parte do desafio desta UC o registro das reflexões semanais sobre o percurso efetuado que, no final do período de utilização (previsto para 4 semanas), será de grande valia para a reflexão final sobre a utilização da ferramenta que, obrigatoriamente, deverá explicitar os seguintes pontos:
- Opinião pessoal sobre a ferramenta;
- Potencial da ferramenta no seu contexto profissional;
- Comparação com outras ferramentas similares.
A minha primeira impressão é que acabamos perdendo algum tempo para entender como funciona a ferramenta. Apesar de já ter uma conta, não posso dizer que sou usuário. Esse negócio de @avampel5 e #avampel5 ainda não ficou muito claro para mim. Vou tentar acompanhar as atividades da UC pelo meu celular...
Confesso que ainda tenho algumas dificuldades para navegar pelo Twitter.
Vamos que vamos, estou animada
domingo, 19 de junho de 2011
A autenticidade das identidades virtuais
As reflexões apresentadas a seguir são resultado da atividade proposta sobre “A virtualização das relações sociais” da unidade curricular Educação e Sociedade em Rede, ministrada pelo Prof. António Texeira, do Mestrado em Pedagogia do e-Learning, da Universidade Aberta.
Hall (2006) apresenta três concepções de identidade do sujeito:
Ora, considerando que a “sociedade em rede é o conjunto de seres humanos que partilham interesses comuns, ligados por pontos e ferramentas que facilitam a comunicação e a partilha de experiências entre si. Nesta partilha colectiva, cada indivíduo ruma ao descobrimento da sua identidade individual e colectiva” (definição elaborada pela turma MPEL05 para unidade curricular Educação e Sociedade em Rede), podemos dizer, então, que a identidade do sujeito na sociedade em rede não é única mas, como define Hall (2006), é composta de várias identidades.
Dependendo do tipo de rede na qual nos conectamos, assumimos uma identidade diferente, com comportamentos diferentes. Por exemplo, no Facebook, rede social que permite a criação de um perfil com informações pessoais, fotos e vídeos, nossa identidade está mais voltada para o relacionamento informais. No Linkedin, rede social voltada para o relacionamento profissional, a identidade assumida está ligada ao mundo dos negócios. E assim, a cada possibilidade de interação na rede, assumimos uma identidade diferente e buscamos uma forma de nos fazer presente em um mundo virtual e, até, sair do anonimato de uma vida real.
Um ótimo exemplo de uma identidade virtual é a história do brasileiro de 23 anos, Jonatas Penna, que mora nos Estados Unidos desde os 13 anos, que largou o seu curso de Medicina para se tornar um dos mais famosos vlogueiros do mundo, ao transformar o Youtube, rede social de vídeos, em uma fonte de criação e renda. É mais conhecido na rede por Mystery Guitar Man, também pode ser encontrado como Joe Penna. Possui um dos canais no Youtube com maior número de inscrição e ganha a vida produzindo vídeos divertidos no estúdio montado no próprio quarto. Uma coisa que me chamou a atenção nos seus vídeos, além da genialidade, foi que, na maioria das suas aparições, o rapaz está sempre de óculos escuros. Será que é uma forma de distinguir a sua identidade virtual da sua real? Logo lembrei do filme A origem (Inceptinon), que traz uma trama que envolve o mundo real e o mundo dos sonhos e que para distinguir quando está em um ou em outro, o personagem principal (Leonardo DiCaprio), adota um amuleto para lhe garantir a veracidade, autenticidade do mundo vivido.
Nem mesmo o Joe Penna sabia aonde os vídeos iam lhe levar. Em junho/2010 surgiu uma pista quando o seu trabalho lhe rendeu o prêmio de um dos 20 diretores revelação do Festival de Publicidade de Cannes um dos mais importante do mundo. Depois da rede, o reconhecimento do seu trabalho foi feito por uma entidade real e hoje, o que começou com vídeos produzidos em casa passou a ser o trabalho de um jovem diretor remunerado pelo Google por cada clique em anúncio e contratado por instituições bem reais como a Coca-Cola e o McDonald’s para dirigir comerciais.
Nem sempre uma identidade virtual recebe um reconhecimento do mundo real, são milhares de jovens que se expõe na rede, muitas vezes de maneira exagerada, em busca da aceitação porém, é preciso ter conteúdo verdadeiro e de qualidade para se manter na rede, como em qualquer lugar ou qualquer área.
Um outro exemplo de identidade virtual é do americano Tom MacMaster, que manteve um blog como uma lésbica síria para mostrar ao mundo a repressão sexual e política na Síria. A fraude foi descoberta depois que uma mensagem sobre o sequestro da jovem blogueira gerou comoção na rede para sua libertação e que a verdadeira dona da foto, Jelena Lecic, divulgada no blog como o da blogueira síria, concedeu uma entrevista para BBC denunciando a fraude . Em entrevista concedida a uma revista brasileira, Veja – 14/06/011, o americano defende que a veracidade dos fatos relatados pela sua identidade virtual deveriam ser mais importantes do que a falsidade do seu personagem. Será?
A questão da autenticidade e da veracidade das informações é bastante delicada na sociedade pós-moderna, quando nos deparamos com a reprodução da complexidade humana em uma velocidade absurda proporcionada pelas redes mundiais de comunicação em um mundo em constante mudanças.
Referências bibliográficas:
Hall (2006) apresenta três concepções de identidade do sujeito:
- Sujeito do iluminismo – totalmente centrado cujo a concepção é muito individualista do sujeito e de sua identidade;
- Sujeito sociológico – a identidade é forma na intereção entre o eu e a sociedade, o núcleo interior do sujeito náo era autônomo e auto-suficiente mas formado a partir das relações com outras pessoas importantes para ele ;
- Sujeito pós-moderno – em contraposição a um sujeito vivido com uma identidade unificada e estável , aparece um sujeito fragmentado, composto de várias identidades, algumas vezes contraditórias e não-resolvidas.
Ora, considerando que a “sociedade em rede é o conjunto de seres humanos que partilham interesses comuns, ligados por pontos e ferramentas que facilitam a comunicação e a partilha de experiências entre si. Nesta partilha colectiva, cada indivíduo ruma ao descobrimento da sua identidade individual e colectiva” (definição elaborada pela turma MPEL05 para unidade curricular Educação e Sociedade em Rede), podemos dizer, então, que a identidade do sujeito na sociedade em rede não é única mas, como define Hall (2006), é composta de várias identidades.
Dependendo do tipo de rede na qual nos conectamos, assumimos uma identidade diferente, com comportamentos diferentes. Por exemplo, no Facebook, rede social que permite a criação de um perfil com informações pessoais, fotos e vídeos, nossa identidade está mais voltada para o relacionamento informais. No Linkedin, rede social voltada para o relacionamento profissional, a identidade assumida está ligada ao mundo dos negócios. E assim, a cada possibilidade de interação na rede, assumimos uma identidade diferente e buscamos uma forma de nos fazer presente em um mundo virtual e, até, sair do anonimato de uma vida real.
Um ótimo exemplo de uma identidade virtual é a história do brasileiro de 23 anos, Jonatas Penna, que mora nos Estados Unidos desde os 13 anos, que largou o seu curso de Medicina para se tornar um dos mais famosos vlogueiros do mundo, ao transformar o Youtube, rede social de vídeos, em uma fonte de criação e renda. É mais conhecido na rede por Mystery Guitar Man, também pode ser encontrado como Joe Penna. Possui um dos canais no Youtube com maior número de inscrição e ganha a vida produzindo vídeos divertidos no estúdio montado no próprio quarto. Uma coisa que me chamou a atenção nos seus vídeos, além da genialidade, foi que, na maioria das suas aparições, o rapaz está sempre de óculos escuros. Será que é uma forma de distinguir a sua identidade virtual da sua real? Logo lembrei do filme A origem (Inceptinon), que traz uma trama que envolve o mundo real e o mundo dos sonhos e que para distinguir quando está em um ou em outro, o personagem principal (Leonardo DiCaprio), adota um amuleto para lhe garantir a veracidade, autenticidade do mundo vivido.
Nem mesmo o Joe Penna sabia aonde os vídeos iam lhe levar. Em junho/2010 surgiu uma pista quando o seu trabalho lhe rendeu o prêmio de um dos 20 diretores revelação do Festival de Publicidade de Cannes um dos mais importante do mundo. Depois da rede, o reconhecimento do seu trabalho foi feito por uma entidade real e hoje, o que começou com vídeos produzidos em casa passou a ser o trabalho de um jovem diretor remunerado pelo Google por cada clique em anúncio e contratado por instituições bem reais como a Coca-Cola e o McDonald’s para dirigir comerciais.
Nem sempre uma identidade virtual recebe um reconhecimento do mundo real, são milhares de jovens que se expõe na rede, muitas vezes de maneira exagerada, em busca da aceitação porém, é preciso ter conteúdo verdadeiro e de qualidade para se manter na rede, como em qualquer lugar ou qualquer área.
Um outro exemplo de identidade virtual é do americano Tom MacMaster, que manteve um blog como uma lésbica síria para mostrar ao mundo a repressão sexual e política na Síria. A fraude foi descoberta depois que uma mensagem sobre o sequestro da jovem blogueira gerou comoção na rede para sua libertação e que a verdadeira dona da foto, Jelena Lecic, divulgada no blog como o da blogueira síria, concedeu uma entrevista para BBC denunciando a fraude . Em entrevista concedida a uma revista brasileira, Veja – 14/06/011, o americano defende que a veracidade dos fatos relatados pela sua identidade virtual deveriam ser mais importantes do que a falsidade do seu personagem. Será?
A questão da autenticidade e da veracidade das informações é bastante delicada na sociedade pós-moderna, quando nos deparamos com a reprodução da complexidade humana em uma velocidade absurda proporcionada pelas redes mundiais de comunicação em um mundo em constante mudanças.
Referências bibliográficas:
CARNEIRO LEãO, E. Pós-Modernidade. Revista FACED, América do Norte, 10, ago. 2006. Disponível em: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/rfaced/article/view/2687/1897. Acesso em: 17 Jun. 2011.
CASTELLS, M. (1999). A Sociedade em Rede. Paz e Terra. São Paulo.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva e
Guaracira Lopes Louro. 9. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O desafio de selecionar recursos educacionais abertos
Entende-se por recursos educacionais abertos (REA), ou Open Educational Resources (OER), materiais educacionais disponíveis na Internet em formato digital sob alguma licença de uso.
Foram adotados os seguintes critérios para a seleção dos REAS para o desenvolvimento do trabalho da unidade curricular Materiais e Recursos para eLearning, ministrada por José Mota, pela Universidade Aberta de Portugal:
- Idioma: língua portuguesa – a proposta de utilização dos REAs é para o desenvolvimento de um curso para prosissionais de uma empresa brasileira;
- Tema: área de educação ou de recursos humanos;
- Tipo de licença: REAs licenciados sob algum tipo de licença de uso;
- Local de busca: repositórios de universidades ou de instituições voltadas para educação;
- Qualidade do recurso.
Como a proposta era utilizar recursos desenvolvidos na língua portuguesa, a busca começou em repositórios brasileiros.
Primeira opção foi a Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED), do Ministério da Educação do Brasil. O RIVED é um repositório de objetos de aprendizagem que são recursos educacionais digitais desenvolvidos dentro de padrões determinados para que seja possível a sua reutilização em diferentes contextos educativos.
Primeira opção foi a Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED), do Ministério da Educação do Brasil. O RIVED é um repositório de objetos de aprendizagem que são recursos educacionais digitais desenvolvidos dentro de padrões determinados para que seja possível a sua reutilização em diferentes contextos educativos.
Os objetos do RIVED são armazenados em um repositório online, devidamente catalogados, permitindo, assim, que os usuários possam facilmente encontrá-los. Fazem parte do RIVED: textos, e-books, quizzes, programas de curso, cursos, simulações, apresentações, arquivos de áudio e vídeo, etc.
Os conteúdos produzidos pelo RIVED são públicos e estão sendo, gradativamente, licenciados pelo Creative Commons. Estava certa do sucesso da busca mas, infelizmente, após ter localizado o recurso, não foi possível acessar o objeto escolhido por problemas técnicos da página. O problema foi reportado à instituição porém, até o momento, não houve retorno.
Diante deste resultado, optou-se por outro repositório, da Fundação Getúlio Vargas, primeira instituição brasileira a fazer parte do OCWC (Open Course Ware Consortium), consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos de graça pela internet.
Dentre os cursos oferecidos pela FGV Online foi escolhido o curso gratuito: Motivação nas Organizações, que tem como objetivos:
- tratar das principais teorias sobre motivação;
- descrever alguns dos mecanismos de defesa usados pelos profissionais para resistir à frustação;
- demonstrar a importância do autoconhecimento e do significado do trabalho para o processo motivacional.
O referido curso possui uma carga horária de 5 horas e, ainda, disponibiliza exercícios de autoavaliação e pré-teste. O curso está sob a licença Creative Commons Atribuição (BY), Uso Não-Comercial (NC) e Não a obras derivadas (ND). |
A decisão de utilizar um curso completo, ao invés de um objeto de aprendizagem, influenciou na escolha do segundo recurso a ser selecionado, ou seja, deveria estar relacionado com a temática motivação no trabalho.
| Foi iniciada uma pesquisa no Portal TECA, repositório de materiais didáticos produzidos pela Fundação Cecierj, tais como imagens, vídeos, áudios e textos disponíveis para o público em geral sob a licença Creative Commons Atribuição (BY) e Uso Não-Comercial (NC). |
Apesar do Portal TECA ter arquivado cerca de 1.000 arquivos, foram localizados 5 arquivos relacionados com o tema escolhido (motivação) e nenhum deles poderia ser utilizado como um recurso complementar de um curso de motivação, os materiais disponíveis eram capítulos de livros em pdf, uma animação voltada para escolha e uma imagem.
Outro site pesquisado foi da comunidade TED, trata-se de uma comunidade que tem como objetivo espalhar ideias que valem a pena e é considerada como um exemplo de como funciona uma comunidade global. Reúne pessoas de todas as disciplinas e de culturas diferentes que buscam uma compreensão mais profunda do mundo. Vários vídeos estão disponíveis sob a licença Creative Commons Atribuição (BY), Uso Não-Comercial (NC) e Não a obras derivadas (ND). |
No site da comunidade TED é possível acessar vídeos legendados em 81 línguas, sendo que para o Português/Brasil estão disponíveis 75 vídeos legendados, resultado do trabalho de voluntários que fazem parte do Projeto de Tradução Aberta da TED.
O vídeo escolhido foi: Jason Fried: porque não se trabalha no trabalho, com duração de aproximadamente 16 minutos para a abertura do curso.
Percebe-se que a busca e a seleção de recursos abertos educacionais não são tarefas fáceis. Depende do objetivo de aprendizagem, do tempo disponível para a análise, do repositório, da qualidade técnica do recurso, da habilidade do professor, etc. Sem contar com a adaptação do recurso, apesar dos recursos escolhidos não permitirem modificação do recurso em si, nem sempre a modificação do conteúdo do REA é a melhor opção, pois depende de programas específicos, profissional capacitado e tempo.
De qualquer forma, para fazer uso de um REA em um curso, e para que esses recursos não fiquem descontextualizados, é necessário realizar um planejamento da atividade de aprendizagem com a previsão do uso e com a sua inclusão na programação considerando os objetivos que se quer atingir.
É preciso incluir, no curso, a orientação de uso dos REAs para que os alunos compreendam a melhor forma de aproveitá-los para o seu aprendizado.
A partir da seleção dos recursos e da análise de como melhor utilizá-los, foi elaborado o documento que se segue com o detalhamento das atividades com os REAs escolhidos e um plano de curso fictício.
Percebe-se que a busca e a seleção de recursos abertos educacionais não são tarefas fáceis. Depende do objetivo de aprendizagem, do tempo disponível para a análise, do repositório, da qualidade técnica do recurso, da habilidade do professor, etc. Sem contar com a adaptação do recurso, apesar dos recursos escolhidos não permitirem modificação do recurso em si, nem sempre a modificação do conteúdo do REA é a melhor opção, pois depende de programas específicos, profissional capacitado e tempo.
De qualquer forma, para fazer uso de um REA em um curso, e para que esses recursos não fiquem descontextualizados, é necessário realizar um planejamento da atividade de aprendizagem com a previsão do uso e com a sua inclusão na programação considerando os objetivos que se quer atingir.
É preciso incluir, no curso, a orientação de uso dos REAs para que os alunos compreendam a melhor forma de aproveitá-los para o seu aprendizado.
A partir da seleção dos recursos e da análise de como melhor utilizá-los, foi elaborado o documento que se segue com o detalhamento das atividades com os REAs escolhidos e um plano de curso fictício.
mrel05_2rea
Para acessar o documento em tela cheia: http://pt.scribd.com/fullscreen/57885435?access_key=key-1yly4jfhm27yd5kd4n17
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